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Transtorno de pânico em adultos

Dra. Nayara Martinez · Médica psiquiatra · CRM-SP 195964 · RQE 91180

 

Uma crise de pânico é um episódio de medo intenso que começa de repente, acompanhado de sintomas no corpo que costumam assustar. Uma crise isolada não significa ter o transtorno. Ele merece avaliação quando as crises se repetem sem aviso e o medo de uma nova crise passa a mudar a rotina.

 

O que é o transtorno de pânico

Na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, a CID-11, o transtorno de pânico é descrito por crises de pânico recorrentes e inesperadas, que não ficam restritas a situações ou estímulos específicos. As crises são episódios de medo ou apreensão intensos, com início rápido de vários sintomas ao mesmo tempo.

 

Além das crises, há preocupação persistente com a possibilidade de novas crises ou com o que elas significam, ou mudanças de comportamento para evitá-las, com prejuízo na vida pessoal, familiar, social ou profissional.

 

Como uma crise pode aparecer

Durante uma crise, podem surgir coração acelerado, falta de ar, pressão ou dor no peito, suor, tremores, tontura, náusea, formigamento, ondas de calor ou calafrios, sensação de estranhamento em relação ao próprio corpo e medo de morrer ou de perder o controle.

 

Os sintomas no corpo são reais e podem ser confundidos com problemas do coração, o que às vezes faz o diagnóstico demorar. Nenhum desses sinais, sozinho, define um diagnóstico.

 

Quando procurar avaliação

Vale buscar uma avaliação quando:

  • as crises se repetem ou aparecem sem motivo aparente;

  • o medo de ter uma nova crise ocupa boa parte do dia;

  • você passou a evitar lugares, transportes, esforço físico ou outras situações por receio de uma crise;

  • as crises ou o medo delas passaram a afetar o trabalho, os estudos ou a vida familiar e social;

  • o uso de álcool, medicamentos ou outras substâncias aumentou para lidar com o medo.

 

Pânico, ansiedade e outras causas

Na CID-11, o transtorno de pânico faz parte dos transtornos de ansiedade e medo. Crises de pânico também podem acontecer em outros quadros, como outros transtornos de ansiedade ou a depressão, e por isso a presença de crises, sozinha, não basta para definir o transtorno de pânico.

 

Também é preciso considerar condições clínicas e o efeito de medicamentos ou substâncias, que podem provocar sintomas parecidos. Na avaliação, procuro fazer essa distinção. É ela que orienta o cuidado.

 

Como é a avaliação

A consulta começa pela sua história: como foram as crises, quando começaram, com que frequência aparecem, o que mudou na rotina por causa delas e como estão o sono, o humor e a concentração. Também considero a saúde física, exames já realizados, os medicamentos em uso e o consumo de álcool, cafeína e outras substâncias.

 

O objetivo é entender se o quadro corresponde ao transtorno de pânico, a outro transtorno ou a uma combinação deles, e o que mantém o sofrimento.

 

Possibilidades de cuidado

O plano é individual e depende do que está por trás das crises em cada pessoa.

 

A psicoterapia é parte importante do cuidado. É um método de tratamento realizado com psicólogo e ajuda a compreender as crises e a lidar com o medo e com a evitação.

 

Medicamentos podem ser considerados quando há indicação clínica, e a decisão é discutida com você. A conduta é definida na consulta, após a avaliação clínica.

 

Quando procurar ajuda imediata

O consultório não é um serviço de urgência. Em caso de risco imediato à sua segurança, acione o SAMU pelo 192 ou procure um serviço de emergência, como pronto-socorro ou UPA. Não espere por uma consulta agendada nem pela resposta do WhatsApp do consultório. Para apoio emocional, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia; esse apoio não substitui o atendimento de emergência.

 

Não é preciso esperar um sintoma específico para pedir ajuda. Dor ou pressão no peito, falta de ar intensa ou desmaio, sobretudo na primeira vez ou quando forem diferentes do habitual, pedem atendimento de emergência para descartar outras causas. Pensamentos de morte ou de se machucar, desesperança intensa, mudança súbita de comportamento e suspeita de intoxicação por remédios, álcool ou outras substâncias também pedem avaliação sem demora.

 

Dúvidas sobre transtorno de pânico

Ter uma crise de pânico significa ter o transtorno?

Não. Crises de pânico podem acontecer uma vez ou em outros quadros. O transtorno envolve crises inesperadas que se repetem e a preocupação persistente com novas crises, com impacto na rotina.

 

Pânico e ansiedade são a mesma coisa?

O transtorno de pânico faz parte dos transtornos de ansiedade e medo, mas tem características próprias: as crises inesperadas e recorrentes e o medo de que voltem a acontecer.

 

Como saber se é o coração ou uma crise de pânico?

Os sintomas podem ser parecidos, e só a avaliação clínica permite diferenciar. Diante de dor no peito, falta de ar intensa ou desmaio, procure atendimento de emergência.

 

A consulta pode ser online?

Sim, por videochamada, mediante agendamento. A conduta é definida na consulta, após a avaliação clínica.

 

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Atendimento

Atendo adultos, a partir de 18 anos, presencialmente no consultório no Jardim Aquarius, em São José dos Campos, e online por videochamada, mediante agendamento. A consulta online segue as normas de telemedicina do Conselho Federal de Medicina. Os atendimentos são particulares, com recibo e nota fiscal para a solicitação de reembolso conforme as regras do seu plano. Veja como funciona a consulta psiquiátrica.

 

Conteúdo elaborado pela Dra. Nayara Martinez · Médica psiquiatra · CRM-SP 195964 · RQE 91180. Publicado em 02/10/2026. Revisado em 05/10/2026. Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual. Referências: Organização Mundial da Saúde, CID-11 (6B01 Transtorno de pânico); Ministério da Saúde, Transtorno do pânico; Resolução CFM 2.314/2022.

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