top of page

Quando a vida muda, por que às vezes demoramos a acompanhar?

há 5 dias
1 min de leitura

Algumas mudanças têm uma data precisa: uma separação, uma mudança de cidade, o início de um trabalho, o nascimento de um filho, uma perda, uma nova fase da vida.

Por fora, existe um antes e um depois. Por dentro, essa divisão costuma ser menos nítida.

Adaptar-se não é apenas compreender o que aconteceu

É possível saber racionalmente que uma etapa terminou e, ainda assim, continuar reagindo a partir das referências anteriores. Há hábitos, expectativas, vínculos e versões de si que não desaparecem no mesmo instante em que a realidade muda.

Por isso, períodos de transição podem produzir uma sensação estranha: a vida já é outra, mas algo internamente ainda não encontrou lugar nela.

Nem todo desconforto significa que a mudança foi errada

Incerteza, ambivalência e até saudade do que se escolheu deixar podem coexistir com uma decisão desejada. Sentimentos contraditórios não anulam necessariamente uma escolha.

O que merece atenção é quando o sofrimento se prolonga, compromete o funcionamento ou torna impossível construir novas referências.

Adaptar-se não é apagar rapidamente o que existia antes. Muitas vezes, é conseguir integrar o que mudou sem exigir de si uma versão pronta para uma vida que ainda está sendo compreendida.

 
 
 

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.

DRA. NAYARA MARTINEZ

​MÉDICA PSIQUIATRA

CRM-SP 195964 • RQE 91180

INÍCIO
SOBRE
ATENDIMENTO
TEMAS FREQUENTES
LOCALIZAÇÃO
CONTATO

+55 12 98818 2428

Rua Carlos Maria Auricchio, 70
Edifício Costa Norte Royal Park • Sala 706 - São José dos Campos - SP

 

Atendimento presencial e online.

©  2026 Dra. Nayara Martinez  • CNPJ 55.468.965/0001-03

Política de Privacidade

Acompanhe no Instagram

bottom of page