A necessidade de agradar e o custo de desaparecer das próprias escolhas
Perceber o que o outro sente, negociar e fazer concessões são partes importantes de qualquer relação.
Mas existe uma diferença entre considerar alguém e organizar continuamente as próprias escolhas em torno da possibilidade de desagradar.
Quando o desconforto do outro parece insuportável
Dizer não, discordar, pedir alguma coisa ou simplesmente preferir outro caminho pode produzir culpa e ansiedade. A pessoa então antecipa reações, adapta o que diz e tenta impedir conflitos antes mesmo que eles existam.
Com o tempo, pode ficar difícil reconhecer onde termina a consideração pelo outro e começa o abandono das próprias necessidades.
Agradar também pode ser uma forma de proteção
Esse funcionamento nem sempre nasce de submissão consciente. Em algumas histórias, perceber rapidamente o humor dos outros e evitar tensão foi uma maneira importante de preservar vínculos ou segurança.
Por isso, mudar não significa simplesmente aprender a “não ligar para ninguém”. Trata-se de ampliar a possibilidade de continuar em relação sem precisar desaparecer dela.
Uma pergunta pode abrir esse espaço: se a reação do outro não precisasse ser controlada, o que eu escolheria?




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